Monday, November 21, 2011

Deixou-se nascer



Deixou-se nascer?
Máquina arrebatada
Em velocidade de orgasmo,
Encontrar-se com a alucinação
Estrada, em desbunda,
Asfalto de paixão.
Chumbo em queda
Trilho de chamas
Fim dos sonhos:
Inferno à superfície.


Deixou-se nascer.
Em veloz sinfonia,
Velocidade conífera.
Desembrulhou a virgindade
Em silvo de êxtase.
Embarcou no mar de asfalto,
Via vulcânica,
Trespassou o horizonte
Estilhaçando o céu
Num tapete de adrenalina.

 19 de Novembro de 2011
nicha
(texto composto na sessão de escrita criativa com Pedro Chagas Freitas)